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Fonte: WinAjuda
Kingston piratas
Publicado em 11/07/2008, na(s) categoria(s) Dicas, Hardware, por Rodrigo P. Ghedin.
A sensação de ser enganado é horrível. Ontem fui para o Paraguai (notaram a ausência de posts?), a fim de comprar uma placa de vídeo, que terminei não encontrando. Para não voltar de mãos abanando, e também suprir uma necessidade real, comprei um pendrive, da Kingston, de 8 GB. Preço? R$ 60,00. Loja? Uma do Shopping China (nome super sugestivo, aliás), cuja qual não lembro o nome, mas a única onde os funcionários usam camisas da cor azul claro.
Maravilha, não? Foi sim, mas até eu tentar transferir 6 GB de dados para ele, e passar para outro PC. O Vista acusou arquivos corrompidos, sem falar nos que sequer estavam lá, embora tivessem sido copiados. Após algumas análise, constatei o improvável, e meu estômago congelou: fui vítima da pirataria!
Antes de prosseguirmos, cabe um parêntese sobre a questão do Paraguai, pirataria e afins. O fato dos preços serem mais baixo lá, não significa exatamente que os produtos são falsificados, ou frutos de contrabando. Acontece que, no Paraguai, os tributos que incidem sobre os produtos são mais leves que no Brasil. No caso dos pneus, por exemplo, que aqui custam uma facada por causa da CIDE, lá saem por menos da metade. Isso só para citar um caso. Há, também, muitas lojas de confiança, embora existam outras, como a que me atendeu ontem, que lucram às custas da ignorância dos clientes. Enfim, vez ou outra vou para lá, e sempre que volto, declaro os produtos na alfândega, tudo dentro da lei.
Voltando ao caso do pendrive. Tentei inúmeras vezes fazer o procedimento de transferência, e nessa, começaram a acontecer erros absurdos, como arquivos serem apagados e voltarem do além, ou o acesso ao pendrive ser negado pelo Windows. Aí, foi só uma questão de averiguar os detalhes para chegar à conclusão de que se tratava de um modelo pirata.
O mais triste é que as evidências são claras, mas apenas perceptíveis quando se olha com atenção, buscando diferenças. Já no pacote dá para encontrá-las. Compare, abaixo, a imagem dos dois. À esquerda, o original; à direita, o falsificado:

São pequenos detalhes, que passam totalmente batidos por quem não está atento à possibilidade de falsificação, como era meu caso, até ontem. O falso traz muitas inscrições em chinês, e a caixa de plástico é simples, do tipo que abre sem precisar quebrar - o original é embalado a vácuo, duro para abrir, só vai rasgando o plástico com uma tesoura.
Ainda na embalagem, a falta da cordinha, para pendurar o pendrive em chaveiros é outro indício de pirataria. (Conforme avisado nos comentários, os novos modelos não vêm com a cordinha). Outro detalhe externo, embora mais difícil de identificar, é que o falsificado é ligeiramente mais leve que o original, e a parte traseira é mais flexível, e não tem a luz que indica a atividade do pendrive. (Original, de 512 MB, à direita; falsificado, de 8 GB, à esquerda):

Calma que tem mais indícios da pirataria. Pendrives da Kingston saem de fábrica com o nome da empresa. Assim, quando plugados no PC, o nome da partição é KINGSTON, até que o usuário o altere. Na imagem abaixo, não preciso nem dizer qual dos dois é o falso, né?

O golpe de misericórdia, a certeza absoluta de que se trata de uma m*rda de uma falsificação, aparece no Remover hardware com segurança, do Windows. Ele mostra a unidade do pendrive, e também o modelo do pendrive. Vejam um comparativo, entre o original, e o falsificado:

Ameco Flash Disk. Este é o verdadeiro pendrive que comprei. Uma droga, totalmente inútil.
Já tinha ouvido histórias sobre pendrives falsificados, mas como este é o terceiro que compro, e nunca tivera problemas, fui com a cara e a coragem. Como diria aquele filme onanista, a primeira vez é inesquecível. Felizmente o prejuízo não foi muito alto, ficou na casa dos R$ 60,00. Sempre dá para tirar algo positivo, e a partir de agora, saberei distingüir o joio do trigo, e darei mais atenção aos detalhes. Realmente, eles fazem toda a diferença.
Enquanto pesquisava informações sobre o Ameco Flash Disk, encontrei um tópico no Fórum do Clude do Hardware que traz basicamente as informações acima, porém de maneira mais direta. Leitura recomendada para evitar este tipo de golpe.
Ponderei muito se deveria escrever este texto ou não. Afinal, corro o risco de ser tachado de burro, ou qualquer coisa do tipo. Porém, achei mais prudente correr o risco e passar a mensagem, do que guardá-la para mim e deixar os leitores do WinAjuda à mercê dos safados que comercializam essas falsificações baratas. Espero que o recado seja útil, e que a Ameco se exploda. Obrigado.




















